Eu queria ter te conhecido no balcão de um bar, enquanto chorava minhas mágoas de um último amor. Você ouviria minhas histórias, mesmo achando chato, só porque não aguentava mais o garoto infantil que queriam te apresentar. Entretanto, nos daríamos bem; nos tornaríamos amigos de infância em horas.
Assim, já de madrugada, com o bar vazio e depois de uma longa conversa filosófica sobre o ser humano e a vida em si, brindaríamos juntos à total descrença no amor.
Também queria que estivesse chovendo. Então, assim que você saísse pela porta do bar eu perceberia que você era a pessoa perfeita pra mim. Iria correndo atrás de você, te alcançaria e nos beijaríamos. Na rua vazia, debaixo da chuva.
Eu até diria 'eu te amo'.
Acontece que eu era o menino babaca que nossos amigos te apresentaram, nem nos gostamos de primeira, só que estávamos tão desesperados por uma história de amor que engolimos a nós dois.
O problema não era você... Muito menos eu. Até porque não existíamos.
Não, não foi bom enquanto durou. Foi mediano e ainda bem que acabou.
Ps: vale lembrar que a primeira vez em que tentei te beijar, você me chamou de cafajeste.
Ficou muito bem escrito, como eu disse já. Até me deu vontade de escrever uma resposta.
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